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Os desafios de empreender

16/03/2015 Por: Alexandre Fattori

Todo ano, cada vez mais pessoas se juntam a outras tantas no mercado de trabalho. São filas imensas de profissionais com quase os mesmos conhecimentos e referências. No fim, é preciso muita dedicação, talento e um pouco de sorte para se dar bem.

O fato é que o mercado de trabalho não é brincadeira. Isso gera ansiedade e grande parte das pessoas procura a”segurança” de uma empresa que ofereça oportunidades de crescimento e estabilidade para a sua vida ou, muito comum, um cargo público. Correto? Não é bem assim.

Ok, você já deve ter tido alguma dúvida e angústia em algum momento da sua carreira, mas a verdade é que o Brasil é um país de empreendedores. Segundo dados do SEBRAE, em 2013, 80% dos entrevistados no Brasil- esse número pode ter caído um pouco em 2014 pelo atual cenário de crise, mas acredito que o brasileiro é um forte, todos sabemos que o cenário de negócios do Brasil nunca foi para amadores – consideraram que abrir um negócio é uma opção desejável de carreira.

Apesar desse dado importante, o Brasil é ainda um país pouco preparado ao empreendedorismo. Se de um lado existe motivação para o ato de empreender, este ainda é envolvido em uma nuvem de desconhecimento, o que aumenta, e muito, os riscos já envolvidos na atividade.

De acordo com a revista Entrepreneur, quase metade das empresas quebra nos primeiros 3 anos. Vencer os desafios da fase inicial é duro. Administrar um negócio de sucesso exige que o empreendedor transforme o seu papel de empresário para líder, é o que veremos a seguir.

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O primeiro passo para empreender

Ter uma ideia original não significa criar algo ou uma inovação que cause ruptura e abra um novo mercado. Isso é quase impossível. Uma ideia pode ser um posicionamento diferente, uma inovação em um produto ou serviço (o Facebook não inventou a rede social, apenas soube explorar todo o seu potencial entregando o melhor produto) qualquer coisa que cause uma diferenciação da sua empresa entre tantas outras que já estão aí. Afinal, qual é a chance de sucesso para um negócio que começa em um mercado saturado e ainda por cima fazendo a mesma coisa que todo mundo já está fazendo?

Ok, depois da ideia você precisa avaliar o potencial dela. Para determinar o potencial é necessário um estudo do mercado avaliando a concorrência; quem está ou estará dividindo com você a atenção e o tempo do seu cliente? Será que eles concorrem diretamente ou são substitutos para o seu produto ou serviço? Como eles são vistos no mercado? Aliás, qual o tamanho deste mercado? A maioria dos mercados está cada vez mais saturada e competitiva.

Para ter sucesso, as empresas devem fazer algo de modo diferente para se destacarem. É nesse ponto que falamos da diferenciação. A diferenciação é a mãe do posicionamento. Você precisar ter algo que não está disponível na concorrência, mas não é só algo, é o ALGO que o seu cliente VALORIZA. A partir disso você estrutura o seu posicionamento. Estar a frente quase sempre significa ser o primeiro em um nicho de mercado ou se diferenciar da concorrência. Para começar a estruturar o seu posicionamento procure responder a seguinte pergunta:

O que o seu produto, serviço ou negócio tem, que é valorizado pelo seu cliente (atual ou futuro) e que ele não poderá encontrar na sua concorrência?

A partir dessa pergunta, surgirão respostas e ainda mais perguntas. É o começo para colocar a empresa no ar. Assim que a empresa é aberta, o desafio muda do planejar para realização das vendas que garantam a manutenção do crescimento no curto, médio e longo prazo.

A sobrevivência do negócio está diretamente atrelada à capacidade de se reinventar constantemente, adaptando-se às exigências do mercado. Lembre-se, o ambiente de negócios nunca é estático. É necessário monitorar constantemente. Um exemplo de empresa que acabou quebrando devido à sua incapacidade de adaptação é a Kodak. Demorou a reagir ao surgimento da fotografia digital e…Deus a tenha!

Além de se adaptar às mudanças, um grande desafio da empresa é fazer a sua liderança se adaptar ao crescimento. A grande maioria dos negócios começa pequeno e assim permanece. Poucos empresários estão dispostos a dar o segundo passo ou, mais frequentemente, não sabem como realizar este crescimento: empregar e gerenciar pessoas que não são parentes nem amigos. Esse é o primeiro passo na transformação de empreendedor a líder.

Alguns não conseguem realizar, ficando no caminho, outros o fazem. A transição é da energia, paixão e motivação, para o desenvolvimento de sistemas e processos formais que proporcionem a padronização e gerenciamento da qualidade da empresa de uma forma global e, consequentemente, a mesma experiência e excelência para os clientes. Não é fácil.

Mas estamos abordando apenas a ponta do iceberg. O ato de empreender para a maioria dos humanos, como você e eu, esconde uma diferença enorme entre saber o caminho e trilhar o caminho. Como consultor e empreendedor, posso garantir de um ponto pessoal, empreender é resolver problemas em série. O empreendedor trabalha na linha de produção, onde os problemas passam na esteira e você deve colocar o parafuso no local certo ajustando continuamente o produto e negócio. E quando você resolve um, outro vem logo em seguida. É ruim? Não, é diferente. O valor da conquista é saboreado diariamente, a cada desafio superado. Como diria um surfista amigo meu; “vale o banho”.

Alexandre Fattori
Sobre o Autor

Alexandre Fattori

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Publicitário formado pela ESPM, pós-graduado em marketing pela FGV, especialização em marketing pela Irvine University of California. Sócio da Alt e consultor de marketing do SEBRAE e, acima de tudo, apaixonado por Marketing digital.

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